Haveria bases secretas na Lua? Ciência, Mistérios e Exploração
A Lua sempre ocupou um lugar central no imaginário humano, inspirando mitos, calendários e investigações científicas. Apesar de ser o corpo celeste mais estudado além da Terra, ela ainda desperta questionamentos, especialmente sobre seu lado oculto e sobre a possibilidade de futuras bases humanas, o que, por vezes, alimenta teorias.
Do ponto de vista científico, a chamada “face oculta” da Lua é resultado de sua rotação sincronizada com a Terra. Segundo dados da NASA, a Lua leva o mesmo tempo para girar em torno de si e para orbitar nosso planeta, fazendo com que o mesmo hemisfério esteja sempre voltado para nós (NASA, 2023). É importante ressaltar que o termo “lado escuro” é incorreto, pois todas as regiões lunares recebem luz solar ao longo do ciclo lunar.
A primeira imagem do lado oculto foi obtida pela sonda soviética Luna 3, em 1959. Posteriormente, missões tripuladas como a Apollo 8, em 1968, confirmaram as características dessa região, marcada por maior densidade de crateras e menor presença de mares basálticos, conforme descrito por Wieczorek et al. (2013) em estudo publicado na revista Science.
Do ponto de vista geológico, a Lua possui crosta, manto e núcleo metálico. O regolito lunar, camada de poeira e fragmentos rochosos, é um dos principais objetos de estudo para missões futuras, pois pode fornecer informações sobre a história do Sistema Solar e servir como recurso para exploração humana (Crawford, 2015).
As missões Apollo (1969–1972) representaram o primeiro contato humano direto com a Lua. Segundo registros oficiais da NASA, os astronautas coletaram amostras de rochas, instalaram experimentos científicos e deixaram marcas que ainda hoje podem ser observadas por sondas orbitais modernas, como a Lunar Reconnaissance Orbiter (NASA, 2023). Essas imagens de alta resolução refutam alegações de que existiriam bases secretas ocultas na superfície lunar.
Quanto ao futuro, estudos indicam que a Lua possui recursos estratégicos. Spudis (2016) destaca o potencial do gelo de água nas regiões polares, que pode ser convertido em água potável, oxigênio e combustível. Além disso, tubos de lava subterrâneos são considerados locais promissores para futuras bases, por oferecerem proteção natural contra radiação e variações extremas de temperatura.
Projetos como o programa Artemis, liderado pela NASA, visam o retorno humano à Lua com objetivos científicos claros e transparentes, preparando o caminho para missões mais distantes, como Marte (NASA Artemis Program, 2022).
Teorias sobre bases secretas ou estruturas artificiais no lado oculto da Lua não possuem respaldo científico. Muitas dessas interpretações decorrem de pareidolia, fenômeno psicológico no qual o cérebro identifica padrões familiares em formações naturais, como crateras e sombras (Clarke, 2015).
Assim, embora a Lua continue sendo um objeto de fascínio e exploração, o conhecimento acumulado pela ciência aponta para um cenário bem documentado, onde mistérios existem, mas são investigados com método, evidência e transparência.
Judhite Telles
Referências:
- NASA. (2023). Lunar Reconnaissance Orbiter Mission Overview. NASA Goddard Space Flight Center.
- Spudis, P. D. (2016). The Value of the Moon: How to Explore, Live, and Prosper in Space Using the Moon’s Resources. Smithsonian Books.
- Wieczorek, M. A., et al. (2013). The crust of the Moon as seen by GRAIL. Science, 339(6120), 671–675.
- Crawford, I. A. (2015). Lunar resources: A review. Progress in Physical Geography, 39(2), 137–167.
- NASA Artemis Program. (2022). Artemis: Humanity’s Return to the Moon. NASA Headquarters.
Meu nome é Judithe, paulistana, fonoaudióloga. Passei a me interessar muito pela Ufologia após alguns ocorridos que tornaram minha vida um tanto diferente. As pessoas dizem que mudei muito de uns anos para cá, minha personalidade foi totalmente modificada.
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