Minhas experiências com o desconhecido

 

Meu nome é Felipe, tenho 28 anos, sou natural e residente de Niterói, cidade localizada do outro lado da Baía de Guanabara. Sou graduado em Ciências Biológicas, com pós-graduação em Análises Clínicas, e desde meu nascimento sempre me senti como um peixe fora d’água, alguém que não conseguia se encaixar nos círculos sociais. Achava os humanos estranhos, ignorantes de seu lugar no universo e de como, a partir de uma visão global do mundo em que estamos inseridos, não existem fronteiras ou divisões — somos todos um.

Sempre sinto uma estranha e inexplicável saudade quando olho para o céu estrelado ou para vídeos e imagens sobre o Universo e extraterrestres, como se fizesse parte deles ou lembrasse de algo pretérito. Aliado a isso, meu interesse pelos mistérios da Terra, da vida e do Universo — OVNIs, abduções, agroglifos e geoglifos, artefatos arqueológicos fora de época e ossadas de origem não-humana, vida extraterrestre, vida após a morte, EQMs, projeção astral, poder da mente, habilidades parapsíquicas, viagem no tempo, teletransporte, origem e fim do Universo, origem da vida, natureza da matéria e energia escura, dimensões superiores, multiverso, anomalias magnéticas da Terra, desaparecimentos misteriosos de pessoas, aviões e embarcações encalhadas sem tripulação e passageiros, chuvas insólitas, animais lendários, mitológicos e insólitos e mais tarde, a partir de 2017, tudo relacionado com espiritualidade, esoterismo, ocultismo, astrologia e numerologia — é como se eu quisesse acessar algum conhecimento oculto sobre tudo isso que, para o humano terrestre, ainda é um imenso desconhecido; como se, de onde vim, já existissem respostas para todas as questões atualmente sem explicação na Terra.

Além dessas características, sempre tive uma percepção aguçada da realidade. Apesar de ter diminuído com o tempo, em determinado período eu via uma camada roxa ou rosa ao redor de algumas pessoas quando as observava por muito tempo, em palestras, aulas e situações semelhantes. Também já tive algumas previsões, tanto em sonhos quanto acordado: um dia antes de ser internado no final de 2021, sonhei com equipamentos de UTI; no ano passado ou retrasado, sonhei que uma pessoa de um grupo de WhatsApp enviaria uma mensagem específica em determinado horário — o que de fato aconteceu; e, mais recentemente, quando começou um programa de TV, tive a intuição de que um participante abusaria de outra participante, o que ocorreu exatamente no início daquela noite.

Com base apenas nesses exemplos, pode-se dizer que se trata de uma capacidade de perceber a realidade a partir de acontecimentos aparentemente irrelevantes, mas que, ainda assim, não é vista como algo normal pela civilização terrestre. Além disso, sempre tive dificuldades em lidar com emoções e crises existenciais, que surgem como verdadeiros turbilhões emocionais, muito por causa dessa saudade inexplicável do cosmos e de algum lugar que não lembro qual é. Sinto também que possuo uma capacidade intelectual interessante, especialmente pelas teorias que desenvolvo sobre diversas questões que a ciência e áreas afins buscam desvendar.

Um exemplo é a questão da vida após a morte. Desde que nasci, sugeri utilizar a Lei de Lavoisier — a conservação da matéria e da energia — para sustentar a existência da vida após a morte, partindo do pressuposto de que, como nada se perde nem se cria, tudo se transforma. Assim, após a morte, os elementos químicos do corpo seriam absorvidos pelos vegetais, que, por sua vez, serviriam de alimento aos animais, que posteriormente serviriam de alimento aos humanos. Esses elementos químicos, reciclados ao longo da teia trófica, formariam um novo corpo humano gestado, enquanto a consciência também passaria por um processo de transformação ou reciclagem, permanecendo em outra dimensão antes de retornar a um novo corpo.

No campo religioso, apesar de não ter uma base religiosa fixa, ao longo da minha caminhada já transitei pelo catolicismo, espiritismo e budismo. Atualmente, me identifico como universalista, por acreditar que todas as religiões possuem um fragmento da verdade e que a verdadeira espiritualidade é aquela sem religião. Acredito, portanto, que as divindades existem, mas são interpretadas sob um viés universalista, com ensinamentos morais que auxiliariam na expansão da consciência cósmica.

Resumidamente, essa é a introdução de quem sou. 

A seguir, apresento uma lista de casos estranhos que aconteceram comigo e que anotei ao longo dos anos.

A primeira experiência de que me lembro na vida é a de estar em completa escuridão até que, de repente, me vi em primeira pessoa voando entre as estrelas. Passei pelo Sol — ou talvez o tenha atravessado como se fosse um portal; não lembro com clareza — e cheguei à Terra, com destaque para a América do Sul. Até hoje não sei o significado dessa lembrança. Apenas sei que meu grande medo em relação à morte e à possibilidade de não existir vida após ela é voltar a sentir o que senti nessa experiência: uma escuridão total, onde não vejo, não respiro, não existo e fico completamente inerte.

Na infância, até aproximadamente os sete anos, eu tinha medo de ficar no quarto à noite e no escuro, pois via seres estranhos: um que se parecia com uma leoa em miniatura e outro que lembrava uma mistura de coelho com cachorro. Também sentia a presença de vultos que me observavam, sem conseguir identificar o que eram. Quando completei sete anos, em uma noite específica, fiz uma oração à minha maneira, repetindo que tudo aquilo era coisa da minha cabeça, e, coincidentemente ou não, as visões e a sensação de estar sendo observado cessaram.

Entre 2007 e 2009, enquanto andava de lancha com parte da minha família na Baía de Guanabara, apareceu um OVNI no formato de um ovo prateado alongado, que girava em seu próprio eixo enquanto descia, até tocar a água e desaparecer. Apesar de, às vezes, achar que poderia ter sido um balão, ainda fico em dúvida. Nunca falei sobre esse fenômeno nem houve qualquer registro para compartilhar com outras pessoas.

No início de 2017, durante uma viagem a Portugal, ficamos hospedados em um Airbnb em Vila Nova de Gaia, cidade localizada do outro lado da histórica cidade do Porto. Eu dormia na sala, enquanto meus pais ficavam nos quartos. Após assistir a um vídeo sobre São Cipriano no canal do YouTube Fatos Desconhecidos, vi, por alguns segundos, um bode humanoide com pelagem marrom atravessar a sala: ele veio da varanda, à minha direita, passou por mim e desapareceu ao chegar à sala de estar, à esquerda. No voo de volta ao Brasil, durante a madrugada, olhei pela escotilha e vi figuras luminosas, humanoides e aladas, flutuando no alto.

Entre 2020 e 2022, tive sonhos muito vívidos, tão reais que cheguei a acreditar que fossem projeções astrais. Em um deles, eu me comunicava com um homem vestido de branco e viajava para outro planeta semelhante à Terra. Nesse planeta, “pousei” no quintal de uma casa parecida com as casas humanas e depois fui para uma floresta que começava logo atrás do quintal, onde havia criaturas muito diferentes, com formas geométricas bizarras. Em outro sonho, estava no pátio da escola onde estudei no ensino médio quando desceu uma mulher loira, usando um traje azul, que falou comigo em uma língua estranha por cerca de cinco minutos. No terceiro, vi uma nave sobre a praia de Icaraí, semelhante à nave alienígena do filme Battleship, realizando movimentos de “tic-tac”. Em determinado momento, pensei em me aproximar para tentar contato, quando ela chegou mais perto da área do quebra-mar, mas, no meio do caminho, fiquei receoso e a nave se desmaterializou.

Em dezembro de 2024, após dois anos sem sonhos vívidos ou projeções astrais, sonhei que estava em uma varanda diferente da minha — maior e com uma mesa entre a churrasqueira e outra parte do espaço. Vi vultos azul-claros aparecendo e desaparecendo rapidamente, até que um deles se materializou diante de mim. Era baixo, com pele azul-turquesa, cabeça oval e olhos negros como botões. Senti um misto de surpresa e medo. Em seguida, a criatura se transformou em uma mulher da minha estatura, com olhos amendoados (não orientais) e cabelo castanho comprido. Ela me acompanhou até a porta de entrada e, quando perguntei se não seria perigoso para ela se expor, respondeu que não havia motivo para preocupação.

O cenário mudou para uma base com telões e painéis dentro de uma caverna. Ela me explicou um pouco sobre sua civilização e disse seu nome, que não consegui memorizar. Depois, fomos até uma espécie de varanda na caverna, de onde vi que lá fora nevava. O cenário mudou novamente: primeiro para o ginásio da minha antiga escola e depois para uma confraternização com familiares e conhecidos, que não parecia ser um evento real, mas uma realidade manipulada. Preferi permanecer com a mulher alienígena, que me mostrou um dispositivo parecido com um GPS, o qual indicava exatamente onde “eles” estavam.

Minha consciência foi então transportada para uma região polar (Polo Norte), onde vi um grupo de baleias-piloto emergindo e encalhando na borda de uma enorme geleira, que possuía um buraco no meio. Entrei nesse buraco e fui guiado por um filhote de urso-polar que escorregava à minha frente, até que acordei. Ao despertar, senti um amor inexplicável pela Terra, acompanhado de uma forte sensibilidade ambiental e da percepção de que devemos proteger o planeta não apenas pela humanidade, mas pelo próprio planeta — e por todas as civilizações que o habitam. Curiosamente, na tarde daquele mesmo dia, durante uma reunião no condomínio de uma ex-colega de escola, senti o tempo todo que estava sendo observado.

Por fim, minha avó, antes de falecer em 2023, sempre contava uma história da minha infância. Quando eu era bebê, em um episódio de engasgo que exigiu atendimento urgente, não havia ninguém disponível para nos levar ao hospital. Um homem desconhecido, de aparência estranha, surgiu diante de casa e ofereceu carona. Ele dirigiu em alta velocidade, passando por sinais vermelhos e trafegando na contramão, até chegarmos ao hospital. Minha avó correu para me entregar à emergência, mas, ao voltar para agradecer, não encontrou o homem na recepção, na sala de espera nem do lado de fora. Ao perguntar sobre ele à recepcionista, ouviu que não havia ninguém conosco em nenhum momento. Infelizmente, com a partida dela, não tenho como obter mais informações ou detalhes sobre esse estranho homem.

Ao reunir essas vivências, percebo que minha trajetória é marcada por uma constante busca de sentido diante do desconhecido, como se minha consciência transitasse entre o que é considerado normal pela civilização terrestre e aquilo que escapa às explicações convencionais. Minhas experiências, sonhos, intuições e percepções não formam respostas definitivas, mas constroem um fio condutor que aponta para uma consciência com uma sensibilidade grande em relação ao Universo, à vida e à Terra que veio á esse planeta com a missão de experienciar todas as experiências da vida terrestre que é complexa e intensa mas também contribuir para a transição planetária para uma dimensão em que a consciência humana vai estar expandida e desperta em relação ao espaço-tempo tridimensional e independentemente de serem interpretadas sob uma ótica científica, psicológica ou espiritual, todas as minhas vivências contribuíram para moldar quem sou, reforçando em mim a convicção de que a realidade é muito mais complexa, interligada e profunda do que aquilo que aprendemos a enxergar na Terra e que compreender o desconhecido é acima de tudo, um processo contínuo de autoconhecimento e expansão da consciência.

Felipe Viana é biólogo, mora em Niterói, Rio de Janeiro, e desde muito pequeno sempre se interessou em estudar os temas de Ufologia, Espiritualidade, Parapsicologia, Física Quântica e afins

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