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Mitos da Criação

Introdução

Na antiga Mesopotâmia, os Anunnaki eram considerados deuses poderosos associados à criação da humanidade e à manutenção da ordem cósmica. Em alguns relatos, os humanos foram moldados a partir de elementos divinos para servir aos deuses, especialmente em tarefas ligadas ao trabalho e à preservação das cidades. Essa concepção reflete a estrutura social da época, em que o humano era visto como parte de um sistema maior, subordinado ao divino.

Na tradição hindu, os Devas representam forças da natureza e princípios cósmicos. Habitantes de planos superiores, eles aparecem em textos como os Vedas e desempenham papel essencial na manutenção do dharma, o equilíbrio universal. Mais do que criadores diretos da humanidade, os Devas são guardiões da ordem, garantindo que o cosmos permaneça em harmonia.

Na Mesoamérica, Quetzalcóatl, a “serpente emplumada”, é uma das divindades mais importantes. Associado ao conhecimento, à criação e à cultura, ele teria moldado a humanidade em uma das eras do mundo. Além disso, ensinou artes, agricultura e organização social, mostrando que a criação não se limita ao ato físico de dar forma, mas também envolve transmitir sabedoria e valores.

Apesar das diferenças, esses mitos compartilham um ponto em comum: a humanidade não surge isolada, mas em relação com entidades superiores que moldam, orientam ou sustentam sua existência. Em tempos modernos, algumas interpretações tentam associar esses seres a visitantes extraterrestres, mas, no contexto original, eles representam dimensões simbólicas, espirituais e culturais profundas.

Essas narrativas revelam que, em diferentes culturas, a criação é sempre um ato de ligação entre o humano e o divino. Seja por meio do sacrifício de um ser primordial, da ação de deuses que moldam a terra ou da transmissão de conhecimento, a origem da humanidade é vista como parte de uma ordem maior, que transcende o indivíduo e conecta-o ao cosmos.

A seguir, exploraremos com mais detalhes os mitos de criação presentes na Ásia e na antiga Mesopotâmia, bem como examinando a hipótese contemporânea que sugere a possível intervenção de seres extraterrestres nessas narrativas. Essa abordagem permitirá compreender melhor tanto os significados simbólicos originais dessas tradições quanto as releituras modernas que buscam reinterpretá-las à luz de novas perspectivas.

 

Mitos da Criação – Ásia

Os mitos de criação na Ásia são vastos e refletem a diversidade cultural, espiritual e filosófica do continente. Cada civilização desenvolveu narrativas próprias para explicar a origem do universo, da terra e da humanidade, muitas vezes conectando o sagrado com a natureza e a ordem social.

Na mitologia chinesa, destaca-se o mito de Pangu. Ele teria surgido de um ovo cósmico que continha o caos primordial. Ao despertar, separou o céu e a terra, sustentando-os com seu corpo. Após sua morte, suas partes se transformaram nos elementos naturais: o sol e a lua vieram de seus olhos, rios de seu sangue, montanhas de seus ossos e o vento de sua respiração. Essa narrativa reforça a ideia de que o mundo é literalmente formado a partir da essência divina.

Na tradição hindu, os Vedas e outros textos sagrados apresentam múltiplas versões da criação. Uma delas descreve Purusha, o ser primordial, cujo sacrifício cósmico dá origem ao universo e às castas sociais. Em outras narrativas, Brahma molda o mundo a partir de uma realidade preexistente, simbolizando a ordem que surge do caos. O conceito de dharma permeia essas histórias, mostrando que a criação não é apenas física, mas também moral e espiritual.

No Japão, os deuses Izanagi e Izanami desempenham papel central. Com uma lança celestial, agitam o oceano e formam as ilhas japonesas. A narrativa conecta diretamente o território à divindade, reforçando a sacralidade da natureza e da terra.

Na Mesopotâmia, embora geograficamente situada entre Ásia e Oriente Médio, o épico Enuma Elish também influenciou tradições asiáticas. Ele descreve a luta entre deuses primordiais, culminando na vitória de Marduk, que organiza o cosmos a partir do corpo de Tiamat.

Esses mitos revelam uma característica comum: a criação é resultado de forças divinas que transformam o caos em ordem. Cada cultura, ao narrar sua origem, reafirma valores centrais — seja a ligação com a terra, a importância da harmonia cósmica ou a supremacia dos deuses.

Fontes:

  • China2Brazil; Mitologia em Português.
  • Rigveda – Purusha Sukta; Wikipédia.
  • UniProject; Japão em Foco.

 

Mitos da Criação – Mesopotâmia

A Mesopotâmia, berço de algumas das primeiras civilizações humanas, como sumérios, acadianos e babilônios, desenvolveu mitos de criação que influenciaram profundamente culturas posteriores. O mais famoso é o Enuma Elish, um épico que descreve o surgimento do cosmos a partir do confronto entre forças primordiais.

No início, existiam apenas as águas caóticas, representadas por Apsu e Tiamat. Desses elementos surgiram os primeiros deuses, que passaram a interagir e a disputar poder. Com o tempo, o conflito entre gerações divinas se intensificou. Marduk, jovem e poderoso, enfrentou Tiamat em uma batalha cósmica. Após derrotá-la, utilizou seu corpo para formar o universo: o céu e a terra foram moldados de suas partes, estabelecendo ordem sobre o caos inicial.

Esse ato simboliza não apenas a criação física, mas também a imposição da hierarquia divina. Marduk torna-se o soberano dos deuses, e sua vitória legitima sua supremacia. Além disso, a humanidade é criada a partir do sangue de Kingu, aliado de Tiamat, com o propósito de servir aos deuses. Essa visão revela uma concepção específica da condição humana: os homens existem para manter a ordem cósmica por meio do trabalho e da devoção.

Esses mitos refletem preocupações centrais das sociedades mesopotâmicas: a necessidade de ordem diante do caos, a importância da autoridade e o papel dos deuses na estrutura do universo. A narrativa também legitima a organização social e política, já que os reis eram vistos como representantes da ordem divina.

O Enuma Elish, portanto, não é apenas uma história religiosa, mas também um instrumento ideológico que reforçava valores de poder, hierarquia e submissão. Sua influência atravessou séculos, moldando concepções sobre criação e divindade em diversas culturas posteriores.

Fontes:

  • Wikipédia; World History Encyclopedia; Naram (Mitologia Mesopotâmica).

 

Intervenção Alienígena na Criação da Vida

A hipótese da intervenção de civilizações extraterrestres na origem da vida na Terra é conhecida como panspermia dirigida. Diferente da versão natural da panspermia, que sugere que microrganismos chegaram ao nosso planeta por meio de meteoritos ou cometas, essa versão propõe que seres inteligentes de outros mundos teriam deliberadamente semeado a vida aqui, seja por meio de experimentos genéticos, seja pela introdução de organismos em ambientes propícios.

Essa ideia ganhou força no século XX, especialmente com o avanço da biologia molecular e da astrobiologia. Alguns cientistas, como Francis Crick, um dos descobridores da estrutura do DNA, chegaram a considerar a possibilidade de que a complexidade da vida fosse tão grande que talvez tivesse sido iniciada por uma inteligência externa. Embora Crick não tenha defendido isso como fato, sua especulação abriu espaço para debates sobre a origem dirigida da vida.

Além do campo científico, essa hipótese se conecta com interpretações modernas de mitos antigos. Civilizações como os sumérios falavam dos Anunnaki, deuses que teriam vindo do céu para moldar a humanidade. Em algumas leituras contemporâneas, esses “deuses” seriam civilizações extraterrestres avançadas que intervieram no desenvolvimento humano. De forma semelhante, na Mesoamérica, Quetzalcóatl é visto por alguns como uma figura que trouxe conhecimento e cultura, interpretado por correntes alternativas como um “instrutor alienígena”.

A intervenção alienígena também aparece em narrativas populares e ficção científica. Filmes, livros e séries exploram a ideia de que a humanidade é fruto de experimentos cósmicos, ou que nosso DNA contém marcas de manipulação externa. Essa visão, ainda que especulativa, fascina porque oferece uma explicação que conecta o humano ao universo em uma escala maior, sugerindo que não estamos isolados, mas parte de um projeto interplanetário.

Críticos apontam que não há evidências concretas dessa intervenção. A ciência tradicional explica a origem da vida por meio da abiogênese, em que moléculas simples evoluíram gradualmente até formar estruturas complexas. No entanto, a hipótese  alienígena continua viva como uma “mitologia científica contemporânea”, misturando especulação, interpretação de mitos e desejo humano de encontrar respostas além da Terra.

Em última análise, a ideia de que civilizações extraterrestres semearam a vida na Terra não é apenas uma teoria científica marginal, mas também um reflexo da imaginação humana e da busca por sentido. Ela conecta ciência, mito e filosofia, mostrando que a pergunta sobre nossa origem continua aberta e profundamente inspiradora.

Fontes:

  • Recanto das Letras ; Wikipedia (Directed Panspermia) ; JSTOR (Crick & Orgel, 1973) .

Meu nome é Ronaldo, natural de São José dos Campos SP e residente em Itajubá – MG. Sou gestor estratégico. Presenciei alguns fenômenos quando mais novo, o que despertou o interesse por ufologia e astronomia. Não paro de buscar e aprender mais e mais desde então.

Importante: o conteúdo, os fatos e as opiniões expressos neste artigo são de responsabilidade do autor(a) e não refletem, necessariamente, a opinião dos administradores do UIB.

Equipe UIB

Anunnaki, os filhos de Anu

Teorias sobre uma possível relação entre os deuses da mitologia Suméria e o extraterrestres, propagadas por pesquisadores adeptos da hipótese do paleocontato, afirmam que uma civilização interestelar teria se deslocado para a Terra, partindo de um suposto planeta chamado Nibiru, também conhecido como Planeta X ou o 12° Planeta, tendo chegado à Terra um pouco antes do surgimento do Homo sapiens.

Deuses da mitologia suméria. Imagem: Pinterest

Porque os Anunnaki vieram à Terra? E qual foi a cronologia dos eventos da chegada desses seres?

Segundo essas teorias, os astronautas de Nibiru vieram à Terra em busca de ouro, para alguma necessidade ligada à sobrevivência em seu planeta. Chegando aqui, repartiram os domínios da Terra entre eles: “Anu subiu aos céus. Os mares, eles deram a Enki – o domínio de Apsu (o Abismo). E a Enlil, a Terra foi dada para seu domínio” (Sitchin, Zecharia –  O 12° Planeta).

Os Anunnaki seriam, então, os filhos de Anu, os que vieram dos céus. O primeiro grupo desceu ao Mar Arábico e se dirigiu para o alto do Golfo Pérsico, lá fundando a primeira cidade terrestre: E.RI.DU – “Lar no Longínquo Construído”.

O comandante, um brilhante cientista e engenheiro que adorava navegar pelos mares e cujo hobby era pescar,  era chamado de E.A. – “Aquele Cuja Casa É Água” e, muitas vezes, foi representado como um deus cercado por rios fluindo – também conhecido por Enki.

Foram iniciados trabalhos importantes de infraestrutura como canais, diques e sistemas de drenagem dos pântanos. Enki também construiu barcos capazes de navegar para locais muito distantes, dos quais trouxera metais preciosos e pedras semi-preciosas para a Suméria.

A princípio, o objetivo era extrair ouro da água do mar; todavia, o processo era extremamente dificultoso. Então, passaram a extrair o minério em minas do sudeste da África e a transportá-lo em embarcações até a Mesopotâmia, onde o metal era derretido e refinado. Após o final do processo, o ouro era transferido para uma nave intermediária que orbitava a Terra, até a passagem, de tempos em tempos, de uma nave-mãe, que levava o precioso metal para o planeta destes astronautas.

Durante o processo de exploração das reservas de ouro, os nibiruanos descobriram uma espécie de hominídeo –  o Homo erectus – que teria potencial para se tornar uma espécie inteligente. Então, após uma rebelião causada pelos Anunnaki, cansados de anos e anos de trabalho pesado nas minas, os regentes e poderosos de comando decidiram criar uma nova raça hominal para ajudar na extração dos minerais.

Exemplares desses Homo erectus passaram a ser abduzidos e tiveram infundidos, em seu DNA, os códigos genéticos dos nibiruanos, para, assim, ser criada uma espécie mais desenvolvida e resistente, que pudesse ajudar na extração nas minas de ouro. Para esse trabalho, Anu enviou para a Terra sua filha geneticista, Ninhursag.

Contudo, essa primeira manipulação genética entre os nibiruanos e os Homo erectus deu origem a híbridos inférteis – os Homo sapiens – lulus – que não interessavam aos primeiros, pois pretendiam criar um modelo de espécie que fosse capaz de se procriar naturalmente, de modo que a população aumentasse rapidamente, disponibilizando um número cada vez maior de trabalhadores para as minas de ouro.

Desse modo, realizaram uma segunda manipulação, registrada nesta inscrição egípcia: “Após Seth matar Osíris, o deus Thoth extraiu o sêmen do falo de Osíris e com ele engravidou Ísis, a esposa de Osíris, fazendo com que ela gerasse o deus Hórus” (Sampaio, Annabel. Anunnaki: os deuses astronautas). Então, criada a nova espécie, desta vez com capacidade reprodutiva, as extrações nas minas de ouro tornaram-se mais rápidas e produtivas. 

Porém, ainda segundo a autora, antes de finalizar a criação dos lulus, após uma decisão inédita, Ninhursag decidiu modificar o cérebro humano, adequando-o aos trabalhos braçais, além de limitar sua inteligência, deixando-a inferior à dos nibiruanos, evitando, assim, causar uma revolução na Terra e a libertação dessa nova humanidade. 

O que aconteceu após a criação do Homo sapiens? 

Segundo a visão de Zecharia Sitchin, apesar de os nibiruanos serem dotados de alto nível intelectual, haja vista seus profundos conhecimentos de genética, logística e viagens estelares, sua moral ou espiritualidade não era das melhores. Com isso, alguns “deuses” ou nibiruanos, transgredindo a própria lei de não interferência na evolução de outras espécies, desceram à crosta terrestre, passando a se autodenominar de nefelins, e tiveram filhos com várias fêmeas lulus, criando os chamados gigantes, que começaram a causar problemas pela Terra. 

Por fim, os nibiruanos decidiram se retirar do planeta Terra, mas não sem antes causar o dilúvio para destruir toda a tragédia social estabelecida. De acordo com Zecharia Sitchin, textos mesopotâmicos revelaram que o dilúvio ocorreu devido a mudanças climáticas ocasionadas pela passagem do 12° Planeta, ao se aproximar do Planeta Terra.

Sobre nossa origem, ainda podemos citar o livro de Edgard Armond, “Os Exilados de Capela”, o qual menciona que almas exiladas, oriundas de uma civilização evoluída moralmente, cujo nome era Capela, uma estrela pertencente à Constelação de Cocheiro, foram destinadas a encarnar na Terra em corpos primitivos, pois não estavam em compatibilidade com a moral de sua civilização de origem. Qual seria a relação desses capelinos com os Anunnaki? Teriam sido aquelas almas exiladas que deram vida aos corpos primitivos oriundos das mudanças genéticas feitas pelos Anunnaki, as quais passaram a encarnar na Terra?

Qual era a aparência dos Anunnaki ? E quando os nibiruanos voltariam à Terra? 

Quanto à aparência dos Anunnaki, não há consenso entre o autores; entretanto, tomando por base a interpretação das figuras nas artes sumérias, nota-se que apresentam aparência próxima à humana: pele clara, altos, cabelos encaracolados e roupas com armaduras.

Porém, há quem diga que os Anunnaki seriam reptilianos, embora não haja nada, na obra de Zecharia Stichin, que faça essa referência; contudo, alguns autores, como Annabel Sampaio, sustentam suas teorias baseando-se no desenvolvimento do cérebro humano tendo como origem o cérebro reptiliano, bem como nas representações de deuses em forma de serpente, associando-os às imagens dos répteis.

Finalmente, sobre o retorno dos nibiruanos, existem teorias que mencionam seu retorno a cada ciclo da órbita de Nibiru, ou seja, a cada 3.600 anos, quando este planeta se aproxima da Terra. Outras teorias, por seu turno, alegam que não há motivos para retornarem à Terra, pois já teriam atingido seus objetivos no passado.

Fontes Bibliográficas:

Armond, Edgar. Exilados de Capela. Ed Aliança,1949.

Sampaio, Annabel. Anunnaki: os deuses astronautas. Ed. Madras 2013.

Sitchin, Zecharia. O 12° Planeta. Ed. Best Seller, 1975

Fonte de site:

https://thoth3126.com.br/o-retorno-de-inanna-nibiru-01-inanna-fala/

Felipe Viana é biólogo, mora em Niterói, Rio de Janeiro, e desde muito pequeno sempre se interessou em estudar os temas de Ufologia, Espiritualidade, Parapsicologia, Física Quântica e afins

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Equipe UIB

Uma reflexão sobre Sitchin e os Anunnaki

Por Anisio Castro

Não há como falar sobre os Anunnaki sem mencionar o Sr. Zecharia Sitchin.  Ouso até afirmar que as evidências que temos sobre a civilização Suméria, Hititas , Celtas, cultura Ubaid e outras devem muito à popularidade dos escritos de Sitchin.

Lamentavelmente, oportunistas se apoderaram das pesquisas exaustivamente elaboradas pelo Sr. Sitchin, com a finalidade de defenderem suas convicções, crenças religiosas ou interesses financeiros.

Inúmeros livros surgiram após o lançamento do livro “O 12º Planeta”, do mesmo escritor. Há até quem afirme ter canalizado esse ou aquele personagem descritos pelo autor, embora o próprio não mencione nomes. Apenas conhecemos seus epítetos, que variam de cultura para cultura. Sabiamente, Sitchin observou que se tratam dos mesmos seres; entretanto, o estrago já estava feito.

Muitas previsões foram colocadas na boca de Sitchin, muitos joguinhos de palavras fora de contexto foram a ele imputadas, permitindo, assim, que sua pesquisa séria, reconhecida até mesmo por astrônomos e membros do Vaticano, fosse relegada à prateleira do esoterismo, perdurando até os dias atuais, quando se trata do assunto Anunnaki.

Textos sumérios, assírios, babilônios e hititas constituíram um desafio ao trabalho de acadêmicos eruditos, pois suas decifrações seguiram também de más traduções, transliterações e interpretações.

Por volta do ano 1850, o arqueólogo e historiador britânico Austen Henry Layard retirou, da Biblioteca de Assurbanipal em Nínive (atual Iraque), 25 mil barras de argila com escrita cuneiforme, algumas descritas como sendo cópias de velhos textos, e as despachou para a Inglaterra, onde agora integram a maior parte da coleção de antiguidades assírias no Museu Britânico. Para quem desejar se aprofundar no assunto indico o livro do estudioso inglês George Smith “O relato caldeu do dilúvio” e também o excelente livro de Samuel N. Kramer , “A História começa na Suméria”.  

As cidades de Babilônia e Assíria floresceram na Mesopotâmia por volta de 1900 a. C., mas foram precedidas por Acádia, onde surgiu a língua pré acadiana, que veio a ser a Suméria. Porém, o intrigante é que não há indícios de heranças de conhecimentos de outra cultura.

Sobre os gregos, há afirmações que seus deuses vieram de outro lado do mar mediterrâneo; o mesmo acontece com os egípcios, fenícios, hititas. Em outras palavras, tudo que os acadêmicos chamam de mitologia teve origem em Shumer (terra dos guardiões), em egípcio Neteru; tudo começou lá.  

Zecharia Sitchin, em suas pesquisas, observou, pelo estudos de Robert John Braidwood,  que a agricultura começou no Oriente Médio, por meio da domesticação de variedades selvagens de trigo, maçã, pera, figos, amêndoa e nozes, como sendo uma espécie de laboratório  genético botânico, guiado por mãos invisíveis, onde sempre se produzia uma planta recentemente domesticada; o mesmo se deu na domesticação de animais.

Por volta de 5000 a.C., o oriente médio produzia objetos de argila e cerâmica de soberba qualidade mas, por volta de 4500 a.C.,  as evidências arqueológicas indicam uma regressão à cerâmica, onde novamente voltaram a ser utilizados objetos de pedras. Quem desejar se aprofundar deve consultar o livro do arqueólogo James Mellaart , “História do Oriente médio”, cujo autor afirma, inclusive, que houve um empobrecimento geral da cultura.

Uma questão interessante a se pensar é que o homem moderno dispõe de muitos fósseis, parentes colaterais, mas nenhum progenitor; sua origem como homo sapiens é, ainda, uma incógnita. Sitchin levanta a hipótese de termos sido importados para a Terra de algum ponto ou então, como atesta o antigo testamento e outras fontes antigas, “criados por deuses”.

Como no “O Livro perdido de Enki”, para Sitchin esta é uma dúvida frequente de quem se envereda por esse tema; ele próprio, numa de suas entrevistas, por volta do ano 2000, nos forneceu essa resposta: 

“Estou usando todas fontes disponíveis de referência a esse ou aquele líder anunnaki, seja ele ou ela , porque alguns deles eram do sexo feminino. Estou usando todo esse material para reconstruir as memórias de seus líderes como se os tivessem ditado a um escriba.”

Por tudo que escrevo nesse artigo, destaco a seriedade de Zecharia Sitchin quanto ao desenvolvimento de seu trabalho de pesquisas, nas quais estudou várias traduções e interpretações disponíveis de vários eruditos para, posteriormente, compará-las com a fonte hebraica original e com textos sumérios, acádios, hititas para, somente então, as interpretar.

Não há como negar o fato de que várias culturas antigas acreditavam que deuses desceram à Terra, vindos dos céus, e que para lá poderiam voltar quando desejassem. Inclusive, há evidências fartas de que a cultura do homem foi mostrada não como uma progressão e sim uma regressão; como exemplo podemos citar a caverna de Shanidar, onde as pesquisas do professor Ralph Solecki confirmaram a existência de habitação humana desde 100 mil anos até 13 mil anos atrás.

Enuma Elish, que significa “quando nas alturas”, é formado por cerca de mil linhas escritas em babilônico antigo, sobre sete tábuas de argila. Descoberto nas ruínas da Biblioteca de Assurbanipal, representa o mito de criação babilônico ou o chamado relato da criação. L.W. King nomeou esse texto a sétima tabuleta da criação, que apresenta uma das fontes mais importantes para a compreensão da cosmovisão babilônica, centrada na supremacia de Marduque e da criação da humanidade para o serviço dos deuses. O texto contido nos sete tabletes, hoje considerado sagrados, históricos e religiosos, era recitado durante cerimônias ou comemorações e, atualmente, é declamado durante o festival de Akitu, ou o ano novo babilônico.

Nessa versão babilônica, o herói do relato é Marduk, evidenciando sua supremacia sobre os outros personagens. Porém, há evidências que, em tempos imemoriais, essa versão babilônica representava somente uma adequação política e religiosa pois, nas versões anteriores, Anu e Enlil teriam sido os heróis. Ou seja, nada tão diferente do que vemos hoje em dia em nosso planeta, onde os vencedores sempre reescrevem nossa história.

Por fim, e sem a pretensão de elucidar por completo o tema Anunnaki, mas sim, confirmar a seriedade do estudo abrangendo o tema, temos o chamado texto de Adapa ou denominado “Enki e Ninmah: a criação da humanidade”, que cita anomalias, deformações e diversas enfermidades causadas pelo empirismo praticado por Enki e Ninmah, até o ponto de realmente conhecerem os genomas dos Anunnaki e dos hominídeos com perfeição. Fica a questão se, em nossos dias atuais, já não estaríamos também nesse estágio de empirismo. Já podemos inserir ou substituir certos genes prevenir ou curar doenças. Aliás, já podemos dizer que temos uma nova indústria, a de biotecnologia, além de avanços significativos também na astronomia, que corroboram, em muito, a cosmogonia descrita nos escritos sumérios de Enuma Elish.

Bibliografia:

Sitchin, Z., O 12º Planeta. Livro I das Crônicas da Terra. Ed. Madras, 2011.

Sitchin, Z., O caminho para o Céu. Livro I das Crônicas da Terra. Ed.Madras, 2013.

Sitchin, Z., O Livro Perdido de Enki: Memórias e Profecias de um Deus Extraterrestre. Ed. Madras, 2015.

Sitchin, Z., Gênesis Revisitado. Editora Best Seller, 1990.

Smith, G., The Chaldean Account of Genesis. Ed. Sagwan Press, 2015.

Braidwood, R. J. O Homem Pré-histórico. Ed Unb, 1985.

Mellaart, J., A História do Oriente Médio. Ed Verbo, 1995.

Anunnaki Livre, comunidade Facebook

Anisio Castro é administrador de empresas, astrônomo,  estudioso e apaixonado pelo tema dos antigos astronautas e Anunnakis. Membro administrador das comunidades Ufo TV e Anunnaki Livre no Facebook.

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